Presidenciais E.U.A. 2008 – Recta Final.

Como tenho referido nalguns artigos escritos aqui no blog, se não houver nenhuma surpresa na decisão final dos americanos nas suas intenções de voto, Barack Obama será o sucessor de George W. Bush e presidente de todos os americanos nos próximos 4 anos.

Tenho também frisado para uma surpresa de última hora, por parte do eleitorado americano, e segundo este artigo as minhas suspeitas eram fundamentadas.

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Analistas avisam que últimos dias podem trazer surpresas

“A última semana pode ser um tempo muito esquisito e estranho numa campanha presidencial”, diz Steven Schier, analista político do Carleton College do Minnesota

A quatro dias das presidenciais norte-americanas, restam já poucas oportunidades para a “surpresa de Outubro” – um acontecimento que poderia alterar por completo o rumo da campanha –, mas as últimas eleições demonstram que a recta final pode trazer surpresas capazes de inverter o sentido de voto de muitos eleitores.

“A última semana pode ser um tempo muito esquisito e estranho numa campanha presidencial”, diz Steven Schier, analista político do Carleton College do Minnesota, em declarações à Reuters.

Schier sublinha que “é nesta altura que os eleitores que têm estado distraídos prestam atenção e é quando os últimos indecisos tomam uma decisão”. “Coisas estranhas podem acontecer”.

Em 2004, na sexta-feira antes das presidenciais, Osama bin Laden intrometeu-se na campanha, através da divulgação de um vídeo que veio recordar aos eleitores americanos que a ameaça terrorista continuava a pesar sobre o país. Os analistas consideram que a gravação favoreceu George W. Bush face ao democrata John Kerry, até aí igualado nas sondagens com o Presidente em exercício.

Quatro anos antes, o último sobressalto surgiu na noite de quinta-feira quando se soube que Bush, então governador do Texas, tinha sido detido em 1976 por condução sob o efeito de álcool, um incidente que ele nunca divulgara.

A campanha republicana acredita que esta divulgação terá custado a Bush a perda de muitos votos, numa altura em que as sondagens lhe davam uma confortável vantagem sobre Al Gore. Bush acabaria por vencer, mas por uma margem mais pequena do que o previsto e, no estado da Florida, conquistou mais votos para colégio eleitoral, apesar de Al Gore ter conquistado o voto popular.

A actual campanha não teve ainda um momento dramático – como a crise dos reféns na embaixada americana em Teerão, que em 1980 contribuiu para a derrota do então Presidente Jimmy Carter –, mas os analistas avisam que até ao dia da eleição há margem para uma reviravolta na tendência de voto.

Mas outros sustentam que grande surpresa desta campanha aconteceu em Setembro, quando a crise financeira atingiu o seu pico, após a falência da Lehman Brothers, gerando uma onda de pânico que em poucos dias obrigou a intervenções maciças dos Governos americano e europeu no sistema financeiro. A crise, vista como uma consequência da liberalização excessiva do sector promovida pela actual Administração, acabou por favorecer Barack Obama, que mantém uma vantagem a nível nacional entre os três e os oito por cento, ainda que a batalha continue em aberto no estados indecisos.

in “Jornal Publico”

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